Na sexta‑feira (30), o Ibovespa acumulou queda de 17,5% em cinco sessões consecutivas, enquanto a Binance sofreu o maior roubo de criptomoedas da história e um áudio divulgado revelou a organização de adesivos eleitorais em ônibus de Salvador durante o segundo turno das eleições.
O principal índice da B3 recuou 0,42% às 11h42, cotado em 168.480 pontos, após ter chegado a perder 1,29% mais cedo, atingindo 167.007 pontos. Se a tendência se mantiver até o fechamento, o índice superará a queda de 15,6% registrada em março de 2020, durante a fase mais crítica da pandemia de Covid‑19. Analistas apontam que a pressão reflete a preocupação dos investidores com a situação fiscal brasileira, a ausência de sinalizações de ajustes nas contas públicas para 2027 e resultados corporativos no exterior abaixo das expectativas. No cenário internacional, bolsas globais também registraram baixa, e o preço do minério de ferro negociado em Dalian, na China, recuou 1,18%. O economista Leonardo Mendes, da Manchester Investimentos, destacou a falta de declarações governamentais sobre medidas de ajuste fiscal, afirmando que “não houve nenhuma declaração por parte do governo, apaziguando o humor dos mercados, no sentido de que fará algum ajuste”.
Em paralelo, a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, confirmou que sofreu um ataque hacker na noite de quinta‑feira (29), resultando no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em aproximadamente 20 minutos. A investigação preliminar indica que os criminosos podem ter comprometido o computador de um engenheiro da empresa, obtendo acesso a sistemas internos e efetuando saques não autorizados de carteiras da corretora. Empresas de análise de blockchain, TRM Labs e Chainalysis, apontaram fortes indícios de participação de grupos ligados à Coreia do Norte, citando semelhanças com ataques anteriores, inclusive o roubo bilionário contra a corretora Bybit em 2025. O governo norte‑coreano nega envolvimento em crimes cibernéticos. A Binance informou que cerca de US$ 3 bilhões dos ativos já foram localizados e que emissores de stablecoins, como Tether e Circle, bloquearam parte dos valores desviados. O co‑CEO Richard Teng declarou que “seu dinheiro está seguro e estamos cobrindo todas as perdas”. A empresa trabalha para restabelecer os serviços de saque, com previsão de retomada nas próximas 48 horas. Dados da corretora indicam 335 milhões de usuários registrados, US$ 162,8 bilhões em ativos sob custódia (relatório anual de 2025) e uma reserva de US$ 1 bilhão em bitcoin destinada a proteger clientes em casos de violação de segurança.
No mesmo dia, um áudio atribuído ao presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Fábio Primo, circulou nas redes sociais, detalhando a mobilização da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para colocar adesivos eleitorais em ônibus da capital baiana durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). No trecho gravado, Primo distribui tarefas entre os integrantes, indica responsáveis por diferentes garagens e orienta que a propaganda seja afixada apenas nos veículos que efetivamente circularão no dia da votação. “Esse momento é crucial. A CTB sempre na vanguarda, sempre esteve à frente desses movimentos. Eu quero que todos os grupos estejam lá, mas eu quero que a CTB se responsabilize pelas garagens”, afirmou. Em outro momento, explicou que a seleção dos ônibus deveria ser feita “quando chegar, pegar na mão do operador o número dos carros que vão sair, para a gente colar apenas nos carros que vão sair. Não tem material para todos os carros não, até porque eles não colocam 100% da frota”.
A presença dos adesivos exigiu a retirada do material para que os veículos pudessem circular, gerando interrupções na operação do transporte público na manhã de domingo. A Prefeitura de Salvador informou que o planejamento do serviço seguiu o mesmo modelo adotado no primeiro turno, quando não houve problemas significativos. Já a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) declarou que a colocação do material interferiu no funcionamento do serviço e que foram tomadas providências para a remoção da propaganda. As informações foram divulgadas por veículos de imprensa que acompanharam o caso.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
