A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, na manhã desta quinta‑feira, 5 de novembro, uma operação contra redes de apostas esportivas online que atuavam de forma ilegal no país. As investigações apontam que o esquema movimentou aproximadamente R$ 739 milhões.
A ação cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em cinco estados — São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. Em São Paulo, as diligências foram concentradas em áreas comerciais como a Avenida Faria Lima, Pinheiros e Vila Olímpia.
A Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, com limite de até R$ 3,483 bilhões. A medida restringe-se aos recursos dos investigados e da sociedade, preservando as contas de clientes que não são suspeitos.
As apurações tiveram início há cerca de cinco meses, após alerta da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda sobre plataformas de quota fixa que operavam sem autorização federal. Para driblar a fiscalização, os pagamentos realizados pelos apostadores via Pix eram encaminhados a dezenas de empresas de fachada, cujas atividades declaradas não tinham relação com o setor de apostas, como uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô em Sobradinho (DF), cujos endereços foram encontrados vazios.
O esquema também utilizava uma fintech sediada em São Paulo, autorizada pelo Banco Central como sociedade de crédito direto, para centralizar as cobranças por Pix. O Banco Central havia manifestado, em julho, a intenção de cancelar a autorização de funcionamento dessa instituição.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Tribuna do Norte. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
