O grupo bancário francês Crédit Mutuel Arkéa confirmou, nesta segunda‑feira, ter sido vítima de um ataque cibernético que teria desviado aproximadamente 100 milhões de euros – cerca de R$ 615 milhões na cotação atual – embora o valor exato ainda esteja em fase de apuração. Em nota encaminhada à imprensa, a instituição afirmou que a situação já está sob controle, que os ativos e contas dos clientes não foram afetados e que os serviços operacionais estão sendo restabelecidos gradualmente. “Assim que o ataque foi detectado, e em conformidade com os procedimentos habituais, o Grupo contatou as autoridades competentes e de supervisão para as informar da situação”, constou no comunicado. O banco acrescentou que os invasores utilizaram a própria conta institucional para efetuar transações com outros bancos, convertendo rapidamente os recursos em criptomoedas por meio de plataformas especializadas. “As equipas do Crédit Mutuel Arkéa continuam totalmente mobilizadas para medir com precisão as consequências deste ataque e reforçar os seus mecanismos de segurança”, destacou a empresa, que assegurou que o prejuízo não compromete a solidez financeira do grupo.
O incidente ocorre em um período de intensificação de ataques cibernéticos ao setor financeiro global. Poucos dias antes, a corretora de criptomoedas Binance sofreu o maior roubo da história do segmento, com o desvio de US$ 6,3 bilhões em criptoativos. O Federal Bureau of Investigation (FBI) atribuiu a ação a um grupo de hackers ligado ao governo da Coreia do Norte, acusação que Pyongyang nega veementemente.
Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato realizadas na terça‑feira (3) resultaram em vitória expressiva do Partido Democrata, que conquistou a maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, revertendo a maioria republicana e obtendo o controle de estados estratégicos como Geórgia, Iowa, Texas, Ohio e Nevada. O governo brasileiro recebeu o resultado de forma positiva, avaliando que a nova configuração do Congresso norte‑americano abre espaço para retomar negociações diplomáticas e comerciais que estavam suspensas, sobretudo a discussão sobre as tarifas impostas pela administração Trump a produtos brasileiros. As tratativas, que já haviam sido iniciadas em agosto após contato telefônico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex‑presidente Donald Trump, devem ser retomadas em um ambiente institucional reconfigurado.
Em paralelo, o presidente Lula atuou na quarta‑feira (4) para impedir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal. Segundo informações divulgadas, o chefe do Executivo fez ligações diretas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), defendendo que a proposta fosse analisada prioritariamente pela Câmara, onde o tema já estava em debate. Lula solicitou a suspensão de ritos de urgência, a ampliação do debate com audiências públicas e maior participação da sociedade civil antes de qualquer deliberação em plenário.
Na mesma data, o jornalista e comentarista da CNN, William Waac, analisou a manutenção da taxa básica de juros (Selic) no patamar mais alto do mercado financeiro mundial. Em entrevista, Waac afirmou que “juros elevados não surgem por acaso, são o sintoma inevitável de escolhas e desequilíbrios políticos” e vinculou o cenário ao “vício fiscal” acumulado ao longo de sucessivas gestões. “A sociedade brasileira se acostumou, se viciou, depende de como vocês quiserem descrever isso, esse comportamento é insustentável ao longo do tempo. Algo que Lula 3 não quis reconhecer e, ao que tudo indica, Lula 4 também não reconhecerá. O presidente já deu inúmeras demonstrações públicas de não ser capaz de entender o funcionamento de alguns mecanismos básicos em economia, apegado como é a ideia equivocada de que gasto público é vida”, disse Waac. O comentarista concluiu que “o impasse atual reflete a hesitação da gestão Lula em romper com essa lógica, mantendo o apelo à tese equivocada de que a expansão contínua do gasto público é o único motor para o crescimento”.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
