Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, confirmou ao Metrópoles que coordenou a logística de um voo particular que transportou o senador Flávio Bolsonaro e sua família da Argentina para os Estados Unidos. A aeronave utilizada foi um jato executivo Gulfstream G400, cuja operação foi concluída logo após o término do processo eleitoral brasileiro. A entrada do parlamentar em território norte‑americano foi formalizada por meio de admissão condicional por razões humanitárias, concedendo-lhe um visto temporário.
Em paralelo, o governo federal tem orientado as equipes do Palácio do Planalto e do Itamaraty a evitar que a viagem do senador a Miami se transforme em um incidente diplomático com a administração de Donald Trump. A diretriz visa preservar as negociações comerciais em curso e manter os acordos bilaterais com os Estados Unidos em ritmo regular. Diplomatas e técnicos da área econômica avaliam o caso como estritamente judicial, sem repercussões sobre a pauta de exportações e investimentos. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, mantém agenda de trabalho nos Estados Unidos, reforçando a prioridade de garantir a estabilidade do comércio exterior e o canal de diálogo com Washington.
Na mesma data, o grupo terrorista libanês Hezbollah divulgou, por meio do portal Al‑Manar, uma mensagem de felicitação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição no segundo turno. O comunicado elogiou a postura diplomática adotada por Lula em relação ao Oriente Médio, destacando seu apoio à causa palestina e as críticas dirigidas às operações militares israelenses na Faixa de Gaza. O texto concluiu celebrando a oposição do presidente à influência histórica dos Estados Unidos na política internacional.
Separadamente, uma comissão internacional de bispos vinculada ao movimento religioso Apostolic Confluence Movement publicou, na segunda‑feira (26), uma declaração que nega a legitimidade da vitória de Lula no segundo turno e levanta suspeitas de fraude eleitoral. O documento, assinado pelo bispo Leo Assis e divulgado nas redes sociais, não apresenta dados técnicos, auditorias ou provas que sustentem as alegações de irregularidades no pleito.
No âmbito interno, o presidente Lula está avaliando a nomeação de uma mulher para comandar o Ministério da Defesa, o que representaria a primeira vez desde a criação da pasta, em 1999. A mudança surge diante da expectativa de saída do atual ministro, José Múcio Monteiro, que manifestou desejo de deixar o cargo. Segundo informações da CNN Brasil, três nomes são cogitados: Cinara Wagner Fredo, secretária‑geral do Ministério da Defesa e favorita de Monteiro; Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar; e Simone Tebet, ex‑ministra do Planejamento. Lula pretende evitar uma indicação que enfrente forte resistência nas Forças Armadas e deve consultar os comandantes militares antes de decidir. A primeira‑dama, Janja, tem sido apontada como uma das principais defensoras da escolha de uma mulher. A proposta se insere na estratégia do governo de ampliar a presença feminina nas instituições militares; o presidente também sancionou lei que autoriza exceção de R$ 30 bilhões para a compra de equipamentos militares até 2031.
Na esfera municipal, a Câmara de Natal instalou, nesta quinta‑feira (29), a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Caern para apurar a qualidade dos serviços prestados pela companhia de saneamento e a responsabilidade dos órgãos municipais na fiscalização de obras de abertura, manutenção e recuperação de buracos, valas e escavações nas vias da capital. O vereador Matheus Faustino (União Brasil), autor da proposta e relator da comissão, criticou a atuação da empresa, afirmando que “o descaso está instaurado e a Caern nunca deu satisfação a nada aqui no município”. A comissão poderá convocar coercitivamente representantes da Caern, bem como membros das secretarias municipais de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e de Infraestrutura (Seinfra), além da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município (Arsban). A presidente da CEI, a vereadora Anne Lagartixa (PL), destacou a falta de recuperação das vias após intervenções da companhia como motivação para a investigação.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
