Um grupo de artistas do Rio de Janeiro, coordenado por Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), anunciou a realização de um ato público para contestar o resultado da eleição para o governo estadual e exigir a realização de um segundo turno. A iniciativa será apresentada oficialmente em reunião marcada para a terça‑feira, 3 de novembro, conforme informação divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
A mobilização ocorre em meio a um impasse judicial envolvendo a apuração dos votos do ex‑governador Anthony Garotinho, filiado ao Republicanos. O Partido Social Democrático (PSD), que apoia o candidato Eduardo Paes, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou 274 411 votos obtidos por Garotinho. O ex‑governador havia tido sua candidatura indeferida e mantinha recurso pendente na Justiça Eleitoral, mas formalizou a desistência da ação após o término da votação. Paes classificou a desistência como “manobra estratégica” para favorecer seu adversário político.
A anulação dos votos de Garotinho alterou diretamente o resultado das urnas: Douglas Ruas, do Partido Liberal (PL), passou de 49,27 % para 50,88 % dos votos válidos, alcançando a maioria absoluta necessária para ser eleito no primeiro turno. O PSD contestou o recálculo promovido pela Justiça Eleitoral e defende que o eleitorado retorne às urnas para decidir a disputa em um segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas.
Em outro segmento da política nacional, o deputado federal André Janones (Rede‑MG) utilizou as redes sociais no sábado, 31 de outubro, para criticar os debates internos do campo progressista sobre a autoria das contribuições ao resultado da eleição presidencial. Em publicação no X, Janones escreveu: “A extrema direita viva, com uma maioria esmagadora no Congresso, e nosso campo tá aqui discutindo quem foi mais importante pra vitória do Lula, quem foi mais decisivo! A vaidade é uma merda mesmo! Tem gente que parece não ter a mínima noção do que tá em jogo no país! Não à toa a gente viu o maior líder da história desse país ter que contar votos pra ganhar de um desqualificado como aquele!” O parlamentar ressaltou que a prioridade deveria ser a articulação política contra a forte presença da oposição no Legislativo, e não a atribuição de créditos pelo resultado das urnas.
No mesmo dia, o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas no clube Mar‑a‑Lago, em Palm Beach, que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte‑americano. Trump acrescentou que considerava Bolsonaro “tratado muito mal, muito injustamente”, que o senador poderia permanecer nos Estados Unidos “o tempo que quiser” e qualificou a eleição brasileira como “uma desgraça”. Bolsonaro havia viajado aos Estados Unidos na quarta‑feira, 28 de outubro, após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a administração americana tenha articulado ou facilitado a saída de Bolsonaro do Brasil, embora tenha confirmado que o senador chegou ao país com visto garantido e que a permissão de ingresso foi concedida pelo presidente dos Estados Unidos. “Nós não facilitamos nada. Soube que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. O presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. Permitimos, mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou Rubio.
Os pronunciamentos de figuras políticas brasileiras e estrangeiras ocorrem enquanto o processo eleitoral no Rio de Janeiro permanece sob disputa judicial e a sociedade civil organiza manifestações para influenciar o desfecho institucional.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
