O deputado federal André Janones (Rede‑MG) declarou que não aceitará cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que permanecerá na Câmara dos Deputados. Em entrevista ao programa Fantástico, exibida no último domingo (1º), o parlamentar afirmou que a decisão está “cravada” e que continuará representando o povo na Casa.
A possibilidade de Janones integrar a Esplanada dos Ministérios surgiu após a criação do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que chegou a reunir mais de 10 milhões de participantes depois do primeiro turno das eleições. Na primeira rodada, Lula foi derrotado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), mas venceu no segundo turno.
Por meio do canal, Janones orientava os participantes sobre ações nas redes sociais, com o objetivo de ampliar a presença da esquerda no ambiente digital. A iniciativa ganhou repercussão internacional e inspirou grupos de outros países a adotarem modelos semelhantes de comunicação política.
O deputado classificou o formato como transitório e necessário para a disputa eleitoral e para garantir governabilidade ao presidente. “Necessário para a gente poder dar governabilidade ao presidente a partir de agora. Mas é um modelo que deve servir como transição”, disse.
Apesar de defender a estratégia, Janones reconheceu que o funcionamento do grupo não representa uma democracia plena. “A democracia que eu quero viver é onde você posta o que você quiser na sua rede… Só que, nesse momento, não dá para ser assim. Até a gente discutir o papel das big techs na nossa sociedade”, acrescentou.
As críticas às grandes empresas de tecnologia foram intensificadas após a campanha de Lula acusar a Meta de interferir nas eleições em favor de Flávio Bolsonaro. A equipe do presidente alegou que a plataforma teria restringido o impulsionamento e a distribuição de publicações de Lula. Um documento elaborado pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT apontou que a página de Flávio Bolsonaro registrava, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de ter 17,2 % menos seguidores.
Em nota, a Meta negou qualquer interferência no processo eleitoral, mas reconheceu a existência de problemas técnicos em suas plataformas. O Comitê de Supervisão da empresa também identificou “falhas recorrentes” nos mecanismos de controle de conteúdo eleitoral nas redes administradas pela companhia.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de 98 FM. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
