Eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça‑feira, 3 de novembro, para decidir o controle do Congresso nos dois últimos anos do governo de Donald Trump. Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e 36 chefias de estado estão em disputa, embora o nome do presidente não conste nas cédulas. O resultado determinará se Trump terá maioria para aprovar sua agenda até janeiro de 2029.
Atualmente, os republicanos mantêm o controle das duas casas. No Senado, o partido de Trump ocupa 53 cadeiras, contra 47 dos democratas e independentes que se alinham a eles. Na Câmara, a composição registrada em setembro mostrava 219 republicanos, 214 democratas e duas vagas ainda abertas; a maioria requer 218 assentos. Das 35 vagas do Senado em jogo, 33 são renovação regular e duas são eleições especiais, em Ohio e na Flórida.
Na sexta‑feira, 30 de outubro, Trump declarou no Salão Oval que a história costuma desfavorecer presidentes nas eleições de meio de mandato, mas afirmou que os republicanos ainda têm “chance de ir bem, talvez muito bem, mas, sabe, razoavelmente bem”. Dados do instituto Brookings apontam que o partido do presidente perdeu cadeiras em 20 das 22 eleições de meio de mandato realizadas desde 1938.
A campanha republicana enfrenta pressão sobre o custo de vida, a desaceleração econômica, as tarifas de importação e o conflito com o Irã, temas apontados como centrais nas discussões. Na reta final, Trump cancelou e depois remarcou comícios no Kansas e em Iowa, pedindo aos eleitores que votassem “como se ele estivesse na cédula”.
O voto antecipado bateu recorde: até sexta‑feira, 47,9 milhões de americanos já haviam votado pelo correio ou presencialmente, com alta nos estados mais disputados. Com o fim do horário de verão nos Estados Unidos no domingo, 1º de novembro, a costa leste ficou duas horas atrás de Natal. As primeiras urnas fecharam às 20h, horário de Natal, em partes de Indiana e Kentucky; às 21h, em Geórgia, Virgínia e Carolina do Sul; às 21h30, em Carolina do Norte e Ohio; e às 22h, em Pensilvânia, Michigan, Texas e na maior parte da costa leste. Nos estados do Pacífico, o fechamento ocorreu à 1h da quarta‑feira, 4 de novembro, e o último posto, nas Ilhas Aleutas, no Alasca, às 3h.
As apurações começam logo após o fechamento das urnas e parte das disputas costuma ser definida na própria noite. Contudo, as corridas apertadas em estados que contam com votos pelo correio podem levar uma semana ou mais para serem concluídas. Em 2022, a maioria da Câmara só foi definida em 16 de novembro, oito dias depois da votação, e o controle do Senado também pode permanecer incerto nas primeiras horas da madrugada de quarta‑feira.
A eleição americana ocorre nove dias após a reeleição do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno de 25 de outubro, contra o senador Flávio Bolsonaro. As relações entre Lula e Trump passaram por tensão em 2025, quando os Estados Unidos impuseram tarifas sobre produtos brasileiros, mas foram reaproximadas; em agosto, Lula telefonou a Trump para solicitar a retomada das negociações comerciais. Um Congresso com outra maioria poderia ampliar a fiscalização sobre a política de tarifas da Casa Branca, embora as negociações com o Brasil continuem sob responsabilidade do Executivo americano.
Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos desde a semana passada. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a apreensão dos passaportes do senador, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro e pela origem dos recursos do filme “Dark Horse”. A Polícia Federal informou que a restrição de documentos, por si só, não o caracteriza como foragido e que investiga o descumprimento da ordem. Bolsonaro nega irregularidades.
Os congressistas eleitos tomarão posse em 3 de janeiro de 2027. Até lá, a legislatura atual, com maioria republicana, permanece em funcionamento e precisa aprovar um novo orçamento, já que o financiamento provisório do governo federal tem validade até 11 de dezembro.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Agora RN. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
