O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, agendou para a próxima terça‑feira (03) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, após o texto ter sido retirado da pauta por não contar com os 49 votos necessários para sua aprovação.
A principal tensão gira em torno da tentativa do Governo de impedir a inclusão de emendas que tratam da redução da maioridade penal para crimes hediondos, demanda encampada pela oposição. O presidente Lula condiciona a própria criação do Ministério da Segurança à promulgação da matéria e busca adiar o debate sobre a maioridade penal, enquanto articuladores governistas preparam o fatiamento do texto. A estratégia seria promulgar apenas os trechos consensuais que integram as polícias e devolver à Câmara a pauta do endurecimento penal, evidenciando a dificuldade da bancada governista em garantir a votação integral no Senado.
A proposta estabelece o Sistema Único de Segurança Pública na Constituição, com objetivo de integrar as forças policiais e impor restrições rigorosas ao crime organizado, como o fim das saídas temporárias e a prisão obrigatória em estabelecimentos de segurança máxima.
Na Polônia, o primeiro‑ministro Donald Tusk enfrenta acusações de tentar promover um golpe de Estado por meio do Judiciário. Juízes e políticos da oposição apontam uma ofensiva contra o Tribunal Constitucional. Na sexta‑feira (30), a polícia foi enviada às dependências do Tribunal após o afastamento do presidente da Corte, Bogdan Święczkowski, e do vice‑presidente, Bartłomiej Sochański, ambos alinhados ao presidente Karol Nawrocki. A decisão foi tomada pela magistrada Anna Korwin‑Piotrowska, ligada ao governo Tusk, que alegou estar sendo impedida de exercer suas funções.
O envio de policiais foi solicitado pela magistrada e pelo procurador‑geral Waldemar Zurek, sob a justificativa de possíveis ameaças à integridade física de juízes e funcionários. A medida provocou reação da oposição, que acusa o governo de interferir na composição e no funcionamento da Corte.
Tusk defendeu a iniciativa, afirmando que pretende “restaurar o império da lei” e alegando que o Tribunal Constitucional acumulou ilegalidades durante os governos do partido Lei e Justiça (PiS). “Não há outro caminho”, declarou o primeiro‑ministro.
O presidente Karol Nawrocki interrompeu uma viagem oficial ao Senegal e retornou à Polônia, dizendo: “Em um momento como este, o presidente deve estar na Polônia”.
No Brasil, trocas de mensagens entre a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís (Lulinha) revelam que o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, teria usado voos da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens de entretenimento descritas como “putaria”. Luchsinger escreveu: “Gustavo disse que Juscelino faz isso direto. Voo FAB, vem jogar e fazer putaria”, e Lulinha respondeu: “Esse moço sabe ser feliz”.
Luchsinger ainda comentou que gostaria de ver a justificativa do voo, referindo‑se ao uso de aeronaves públicas para fins não oficiais. Ela relatou, em agosto de 2023, ter encontrado Juscelino Filho, então presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho (Fred), e o secretário‑executivo do ministério acompanhados de outras cinco mulheres em uma suíte do hotel Tangará, em São Paulo, descrevendo a cena como “uma mesa regada a putaria e bebida”. Lulinha reagiu: “Nussa… os caras são lokos”.
As alegações estão sendo investigadas em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal.
Nos Estados Unidos, o número de eleitores que votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato atingiu recorde de 48,5 milhões até a sexta‑feira (30), superando a marca de 45,9 milhões registrada em 2022. Desses, 26,1 milhões votaram presencialmente e 22,4 milhões enviaram cédulas pelo correio. Nos estados que informam a filiação partidária, os democratas representaram 43,7 % dos votos antecipados, os republicanos 31,4 % e independentes ou partidos menores 24,9 %.
A participação está concentrada entre eleitores mais velhos: pessoas com 65 anos ou mais correspondem a cerca de metade dos votantes antecipados, enquanto a faixa de 18 a 25 anos representa apenas 4,5 % do total. Nos estados que detalham a filiação, os democratas lideram com aproximadamente 10,1 milhões de votos antecipados, seguidos pelos republicanos, com cerca de 7,3 milhões, e pelos demais grupos.
Em outra investigação, o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) teria deixado o Brasil em uma operação planejada, com apoio internacional e a participação de um ex‑agente da Mossad, segundo reportagem da CNN Brasil baseada em informações de órgãos investigativos brasileiros. O senador teria cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em uma van na região de Foz do Iguaçu, acompanhado pelo ex‑agente israelense, enquanto sua esposa e duas filhas seguiram em outro veículo.
Na Argentina, a família embarcou em um jato particular com destino a Miami, nos Estados Unidos, fazendo escala para abastecimento no Equador. A aeronave teria sido providenciada por Jason Miller, estrategista político de Donald Trump, conforme reportagem do New York Times.
Esses episódios demonstram a complexidade dos cenários políticos e judiciais em diferentes países, com investigações, manobras legislativas e disputas institucionais moldando os rumos das agendas nacionais.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
