O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em sua alegação de ser o verdadeiro líder do Brasil. A informação foi confirmada por duas fontes ligadas ao governo americano que pediram anonimato.

Flávio Bolsonaro chegou à Flórida na quarta‑feira, 28 de outubro, e, em carta divulgada no mesmo dia, declarou‑se “verdadeiro presidente eleito” do Brasil, acrescentando posteriormente que seria “líder do Brasil”. O senador recebeu o presidente americano durante a visita e teve vistos concedidos a ele e à sua família.

Segundo as mesmas fontes, a decisão de Trump de não apoiar a pretensão de Flávio foi tomada dentro da Casa Branca. Embora a posição atual seja de não intervenção, os interlocutores ressaltaram que o presidente dos EUA poderia mudar de ideia. Outra autoridade americana, também sob condição de anonimato, afirmou que a percepção dentro da administração é de que o capital político de Flávio diminuiu em razão de seu exílio nos Estados Unidos.

Em declarações anteriores, Trump qualificou a eleição brasileira de 2022 como “fraudada”, “estranha” e “uma vergonha”. Ao mesmo tempo, o presidente norte‑americano manifestou apreço por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dizendo que “gosta” do presidente brasileiro, que “se dá bem” com o petista e que pretende conversar com ele. Trump também afirmou que não tomou partido nas eleições brasileiras após solicitação de Lula.

Com a recusa de apoio oficial dos Estados Unidos, a pretensão de Flávio Bolsonaro de assumir a liderança política do país permanece sem respaldo externo, enquanto o presidente americano mantém uma postura de neutralidade, embora mantenha canais de diálogo com o governo de Lula.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.