O advogado americano Martin De Luca, que representa a Trump Media – empresa de mídia vinculada ao ex‑presidente dos Estados Unidos Donald Trump – criticou nesta terça‑feira, 3 de novembro, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ex‑presidenta argentina Cristina Kirchner (2007‑2015). A provocação ocorreu após a publicação de reportagem do The Washington Post que apontou que a peronista pretende retomar o poder seguindo a mesma estratégia adotada por Lula.
A matéria do jornal americano destacou que Kirchner, inelegível e cumprindo prisão domiciliar desde o ano passado por condenação por corrupção, afirmou em entrevista que cogita concorrer à presidência da Argentina em 2027, enfrentando o candidato Javier Milei. O texto traçou paralelos com o caso de Lula, que foi preso em 2018, libertado em 2019 e retornou à política depois que o Supremo Tribunal Federal anulou, em 2021, as condenações relacionadas à Operação Lava Jato.
Segundo a reportagem, Kirchner e seu advogado Rafael Valim solicitaram ao Comitê de Direitos Humanos da ONU a análise de seu caso, alegando violação do devido processo legal e de direitos fundamentais. O mesmo caminho foi percorrido por Lula, e Valim atuou como assessor na defesa do ex‑presidente brasileiro.
Em resposta, De Luca escreveu no X: “O aspecto mais revelador da reportagem do Washington Post sobre Cristina Kirchner é que ela pretende seguir a mesma cartilha utilizada por Lula…”. Em outro post, publicado na segunda‑feira, o advogado – que apoiou Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições brasileiras – questionou as decisões que permitiram a volta de Lula à política, afirmando que tais decisões não representaram uma absolvição das acusações de corrupção contra ele e indagou: “O que será que estão planejando para a Argentina no ano que vem?”.
No mesmo período, o deputado federal André Janones (Rede‑MG), que liderou o grupo de WhatsApp “Exército do Lula” no segundo turno da eleição brasileira, viajou a Buenos Aires e se encontrou com Kirchner. Durante a visita, Janones conversou com peronistas sobre a estratégia para o pleito argentino de 2027.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Gazeta do Povo. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
