Deputado federal André Janones (Rede‑MG) utilizou a rede social X neste sábado (31) para criticar as discussões internas no campo progressista sobre a autoria da vitória de Luiz Inácio Lula nas eleições presidenciais. Em mensagem que destacou sua atuação na mobilização do canal “Exército do Lula”, Janones classificou as disputas de ego como “fora de contexto” diante da presença de uma maioria de extrema‑direita no Congresso Nacional. “A extrema direita viva, com uma maioria esmagadora no Congresso, e nosso campo tá aqui discutindo quem foi mais importante pra vitória do Lula, quem foi mais decisivo! A vaidade é uma merda mesmo! Tem gente que parece não ter a mínima noção do que tá em jogo no país! Não à toa a gente viu o maior líder da história desse país ter que contar votos pra ganhar”, escreveu o parlamentar.
Em paralelo, dados divulgados pela CNN Brasil, com base nas informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontam que as campanhas eleitorais de 2026 já acumularam despesas de R$ 11,03 bilhões. Esse montante é R$ 2,36 bilhões inferior ao registrado nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode crescer, já que candidatos têm até 3 de novembro para declarar os gastos do primeiro turno e até 14 de novembro para o segundo. A maior parte dos recursos – R$ 5,72 bilhões, ou cerca de 52 % do total – foi destinada a repasses financeiros entre candidatos e partidos. Em seguida, R$ 976 milhões foram gastos em publicidade impressa, R$ 795 milhões em serviços de terceiros, R$ 662 milhões em mobilização de rua e R$ 538 milhões em despesas com pessoal.
Nos gastos digitais, a plataforma Facebook, da Meta, recebeu R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos de impulsionamento de campanhas, representando um aumento de 272 % em relação a 2022, quando o valor foi de R$ 129 milhões. Outros itens incluem R$ 488 milhões em impulsionamento de conteúdo, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 282 milhões na produção de programas de rádio, televisão e vídeos. Especialistas consultados pela CNN apontam que o crescimento das plataformas digitais reflete a mudança na forma de comunicação das campanhas com o eleitorado.
A redução geral de despesas, segundo a advogada eleitoral Mariana Steinmetz, pode estar relacionada ao fato de que 21 estados definiram a eleição para governador já no primeiro turno, evitando custos com uma segunda fase. Os recursos das campanhas foram provenientes de diferentes fontes: o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinou R$ 4,91 bilhões aos partidos; repasses entre partidos e candidatos somaram R$ 5,66 bilhões; doações de pessoas físicas totalizaram R$ 883 milhões; e recursos próprios dos candidatos chegaram a R$ 175 milhões.
Em outro cenário, o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte‑americano. A declaração foi feita durante entrevista coletiva no clube Mar‑a‑Lago, em Palm Beach, Flórida. Trump acrescentou que acredita que Bolsonaro foi “tratado muito mal, muito injustamente”, que o parlamentar “pode ficar aqui o tempo que quiser” e reiterou a sua contestação ao resultado das urnas brasileiras, qualificando a eleição como “uma desgraça”. Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na quarta‑feira (28) após o segundo turno da eleição presidencial no Brasil.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, esclareceu que o governo americano não participou de nenhum arranjo para a saída de Bolsonaro do Brasil. “Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou o diplomata.
Foto de André Janones: Bruno Spada/Câmara dos Deputados. Gráfico de despesas eleitorais: Aurimar Silva/TRE‑SP.
Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.
