Cerca de 34 mil plataformas de apostas online continuam operando no Brasil, 39 dias após a proibição federal, apontou a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) por meio da ferramenta de monitoramento LegitBet, em audiência pública no Supremo Tribunal Federal nesta terça‑feira (3).

A medida que impôs a restrição foi a Medida Provisória nº 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro. O texto veda a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa e de jogos online, sob a justificativa de que tais práticas aumentam o endividamento de famílias vulneráveis.

Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a diminuição dos gastos com apostas já refletiu em maior consumo de produtos essenciais; entre 5 e 11 de outubro, as vendas do setor cresceram 6,5%.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente Lula convocou a sociedade civil a se mobilizar contra as “bets”, afirmando que “parece que tem mais gente participando que interessa que as bets continuem funcionando do que as pessoas que são contra as bets”.

A ANJL ressaltou que, antes da medida, apenas 85 sites possuíam autorização federal para operar. A entidade alertou que a expansão de plataformas clandestinas dificulta a fiscalização e reduz a arrecadação de impostos.

Paralelamente, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Senado enfrenta novo impasse. O senador Rogério Marinho (PL‑RN), líder da oposição, declarou que manterá a proposta de redução da maioridade penal, afirmando que “é de interesse de quase 80% da população brasileira”. A emenda prevê a diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes graves, como hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

O governo, por sua vez, pretende votar o texto exatamente como foi aprovado pela Câmara dos Deputados. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que a discussão sobre a maioridade penal deve ser tratada em proposta separada, para evitar que alterações obriguem a PEC a retornar ao Legislativo. O presidente Lula também se manifestou a favor da redução da maioridade penal em crimes hediondos, mas defendeu que o tema seja analisado em separado.

Para aprovação no Senado, a PEC necessita de, no mínimo, 49 votos em dois turnos. Caso haja mudanças no texto, os trechos alterados terão de ser devolvidos à Câmara dos Deputados.

Em outra esfera, a Kaizen Mentoria Educacional lançou a campanha “Black November”, destinada a famílias que desejam antecipar a decisão sobre acompanhamento escolar dos filhos para 2027. O diretor de expansão, Guilherme Fortes, explicou que o mês de novembro concentra provas finais, recuperação e o Enem, sendo o período em que muitas famílias avaliam o desempenho escolar e planejam mudanças. O CEO Victor Cornetta acrescentou que, embora os estudantes estejam em boas escolas, costuma faltar um método que organize a rotina, identifique erros e desenvolva autonomia nos estudos.

A mentoria oferecida pela Kaizen consiste em duas sessões semanais de acompanhamento individual online, com carga horária de três a quatro horas por semana. O mentor não fornece respostas prontas, mas faz perguntas que estimulam o estudante a pensar e se organizar; as metas são definidas semanalmente e acompanhadas pela família. Segundo a empresa, sete em cada dez famílias que a procuram já haviam experimentado aulas particulares ou psicopedagogia. Fortes enfatizou que a campanha não se baseia em preço, mas em transformar a decisão em um plano de ação. As famílias interessadas podem agendar reunião pelo Instagram @kaizenmentoria ou pelo link form.kaizenmentoria.com/black.

Por fim, o padre Fabiano Moura publicou carta aberta ao presidente Lula criticando a mudança na classificação indicativa de desenhos bíblicos exibidos pela TV Record, que passaram de “livre” para “para menores de 12 anos”. Em vídeo divulgado no Instagram, o sacerdote questionou os critérios adotados pelo governo e indagou se a Bíblia teria se tornado “um livro de terror” por retratar episódios de violência e morte. Até as 13h30 desta terça‑feira, o vídeo já acumulava 1,3 milhão de visualizações.

Texto jornalístico elaborado com apoio de IA, com base na reportagem de Blog do BG. Consulte a fonte original para possíveis atualizações.